terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vai uma brahma aí?

É uma frase que está na boca de quase todos os brasileiros. O que pode mudar é a marca e a quantidade. Ouvimos isso de idosos, adultos, adolescentes, aborrecentes que não bebem e alguns que nunca beberam, crianças e até loucos.
Há quem diga: “vide bula em algumas amigas” que há loucos que bebem cerveja e há loucos que não bebem cerveja. A questão é, louco bebe até percevejo batido com caqui e corote de pinga translúcida...
--- Moral da história, a cultura do país está sendo queimada por doses alcoólicas.
Principalmente quando atinge camadas sociais em que os indivíduos sempre desconheceram aspectos culturais antigos importantes para a formação de valores sociais. Não estou querendo pregar tradicionalismo ou qualquer escola. Está sendo extremamente difícil dizer o que eu quero dizer sem ofender ninguém, pois, como tradição, alguém ou alguéns tem que levar a culpa. O que chamo de sociedades em que os indivíduos que desconheceram a cultura, não são indivíduos sem cultura nenhuma, pois, mesmo sem entrar em contato com alguma cultura, um individuo cria sua própria cultura, se isso possível fosse. Chamo então a atenção para indivíduos com menos instrução sobre o álcool e sobre seus efeitos psicofísicos.
Não escrevo para querer que ninguém pare de beber. Até porque me daria abstinência. Mas penso, quais os usos que devemos fazer dessa substância, sabendo que ela deixa o ser humano mais vulnerável para sentir fortes emoções e volátil para queimar características que, deveriam ser queimadas, ou não, não deveriam, e acidentalmente, por prazer, desculturizariam em partes alguns aspectos individuais.
Obviamente, não evoco esse tipo de pensamentos quando estou bebendo com meus amigos.. acredito que é um papo bem desadequado para o ambiente de celebração a base de álcool. Mas aí é uma questão de habilidade social tanto na transmissão quando no recebimento, pois saber ouvir a importância de estabelecer esse dialogo torna-se algo importante nesse momento de crescimento do capital interno brasileiro.
“Quando nascemos fomos programados a receber o que vocês nos ensinaram como os enlatados...
...não é assim que tem que ser
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês” [1]
E viva o cara que escreveu isso e a conjuntura que divulgou pelo país.
Será que a morte vale a pena quando há almas tão pequenas?
Alcool pega fogo a 25 graus Celsius... Será que é por isso que queimaram a cultura indígena e as que se preservam encontram-se totalmente afastadas sem compartilhar conhecimento comigo, um homem branco de 25 anos que nunca desejou nem faria mal a um índio. Mas é fato que os inocentes não tem poder nenhum na pátria Brasil.

Tantas irregularidades, que acho que nem eu saio a salvo dessa, hora ou outra alguém pode usar meu nome.. e eu inocente, não conseguirei limpar.. Por tal falha legislativa não temos penas adequadas aos crimes, apenas combatemos fatos diários. Mas isso é papo pra outros tempos. Ainda não entendi a diferença de fumar um baseado e tomar uma cerveja. E também não entendi por que viciados em crack e cocaína e assaltantes e assassinos são popularmente chamados de maconheiros.
Isso já foi dito, redito, escrito mais de mil vezes e ninguém para e pensa nos interesses econômicos da produção e uso de drogas. Abaixo segue uma tentativa de listar as drogas que ouço falar no dia a dia. Saiu mais ou menos assim.
Produtos industrializados que contém produtos feitos em laboratórios, adubos de origem não orgânica, remédios sintéticos utilizados para tratamentos médicos; as comumente conhecidas: cocaína, crack, heroína, álcool, cigarros; gasolina e outros combustíveis nocivos;
Minha invalidez crítica motivou listar aqui as armas utilizadas em assaltos, e armas de guerras. E mais loucamente, as atitudes nocivas a vida que são emitidas no cotidiano.
Vai aí um abraço para as próximas vítimas de acidente no trânsito!


[1] Renato russo

Um comentário:

  1. Eu digo mais, ou melhor, Renato Russo diz mais

    Vamos celebrar
    A estupidez humana
    A estupidez de todas as nações
    O meu país e sua corja
    De assassinos
    Covardes, estupradores
    E ladrões...
    Vamos celebrar
    A estupidez do povo
    Nossa polícia e televisão
    Vamos celebrar nosso governo
    E nosso estado que não é nação...
    Celebrar a juventude sem escolas
    As crianças mortas
    Celebrar nossa desunião...
    Vamos celebrar Eros e Thanatos
    Persephone e Hades
    Vamos celebrar nossa tristeza
    Vamos celebrar nossa vaidade...
    Vamos comemorar como idiotas
    A cada fevereiro e feriado
    Todos os mortos nas estradas
    Os mortos por falta
    De hospitais...
    Vamos celebrar nossa justiça
    A ganância e a difamação
    Vamos celebrar os preconceitos
    O voto dos analfabetos
    Comemorar a água podre
    E todos os impostos
    Queimadas, mentiras
    E seqüestros...
    Nosso castelo
    De cartas marcadas
    O trabalho escravo
    Nosso pequeno universo
    Toda a hipocrisia
    E toda a afetação
    Todo roubo e toda indiferença
    Vamos celebrar epidemias
    É a festa da torcida campeã...
    Vamos celebrar a fome
    Não ter a quem ouvir
    Não se ter a quem amar
    Vamos alimentar o que é maldade
    Vamos machucar o coração...
    Vamos celebrar nossa bandeira
    Nosso passado
    De absurdos gloriosos
    Tudo que é gratuito e feio
    Tudo o que é normal
    Vamos cantar juntos
    O hino nacional
    A lágrima é verdadeira
    Vamos celebrar nossa saudade
    Comemorar a nossa solidão...
    Vamos festejar a inveja
    A intolerância
    A incompreensão
    Vamos festejar a violência
    E esquecer a nossa gente
    Que trabalhou honestamente
    A vida inteira
    E agora não tem mais
    Direito a nada...
    Vamos celebrar a aberração
    De toda a nossa falta
    De bom senso
    Nosso descaso por educação
    Vamos celebrar o horror
    De tudo isto
    Com festa, velório e caixão
    Tá tudo morto e enterrado agora
    Já que também podemos celebrar
    A estupidez de quem cantou
    Essa canção...
    Venha!
    Meu coração está com pressa
    Quando a esperança está dispersa
    Só a verdade me liberta
    Chega de maldade e ilusão
    Venha!
    O amor tem sempre a porta aberta
    E vem chegando a primavera
    Nosso futuro recomeça
    Venha!
    Que o que vem é Perfeição!...

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