sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Pessoas

E aqui nós vamos, em cidades de pessoas que não vão.
Gaivotas nunca chegam as nove em musicas de dois acordes
Lembranças grisalhas e novas vontades
E todas horas que tu me diz não.

Luzes correm em toda direção
Noite após noite
Sem lutas, mudando de cor
Você salvou o mundo e disse ser a melhor

Reze quando chegar ao céu
Não se lembre de hoje
Sem corpos
Sem caso sem roupa e paixão

Não quer lembrar do seu jeito
Os anjos não cantarolaram
Estrelas em solos tocaram
Sons ocultos no peito

E lá corações descansavam
Sem forma loucura ou miragem
Amigos que não desumanos
Helenas de tão intocadas

Liberdade a coisas paradas
Que ocupam muitos espaços
Sem caminho entre os passos
Pacatos cidades boiadas

Passando por onde caminham
Todo dia com pressa
Por tantos aceleram
Que acho que não interessam

Em cima da cama um véu
Louco, sem gato e sapato
Fogo e fumaça. No mato
Pessoas que fogem vão pro céu.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Aqui na terra

Aqui na terra

Preciso de cebolas pra me fazer chorar
O mundo me deixou frio e agora não quero conversar
Meu choro é a busca de sinceridade
É a busca de um papo sério com a vida

A tristeza não traz infelicidade pra quem sabe ser triste às vezes
A felicidade não se confunde quando tem que ir embora
A cidade não se lembra ou quer saber quem nasceu aqui
A cidade não se faz e sempre está triste.

As vidas fazem a cidade que é feita pelas vidas.
A cidade é suja pelas vidas que sujaram.
A cidade é assustada pelos pesadelos sonhados
Pelas barcas do inferno dirigidas por humanos fracassados

Que culpa tem os homens de nascer sem os colhões
Ou as mulheres de permitir situações.
O sistema solar que rege os corações
Não é o mesmo que faz conexões.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vai uma brahma aí?

É uma frase que está na boca de quase todos os brasileiros. O que pode mudar é a marca e a quantidade. Ouvimos isso de idosos, adultos, adolescentes, aborrecentes que não bebem e alguns que nunca beberam, crianças e até loucos.
Há quem diga: “vide bula em algumas amigas” que há loucos que bebem cerveja e há loucos que não bebem cerveja. A questão é, louco bebe até percevejo batido com caqui e corote de pinga translúcida...
--- Moral da história, a cultura do país está sendo queimada por doses alcoólicas.
Principalmente quando atinge camadas sociais em que os indivíduos sempre desconheceram aspectos culturais antigos importantes para a formação de valores sociais. Não estou querendo pregar tradicionalismo ou qualquer escola. Está sendo extremamente difícil dizer o que eu quero dizer sem ofender ninguém, pois, como tradição, alguém ou alguéns tem que levar a culpa. O que chamo de sociedades em que os indivíduos que desconheceram a cultura, não são indivíduos sem cultura nenhuma, pois, mesmo sem entrar em contato com alguma cultura, um individuo cria sua própria cultura, se isso possível fosse. Chamo então a atenção para indivíduos com menos instrução sobre o álcool e sobre seus efeitos psicofísicos.
Não escrevo para querer que ninguém pare de beber. Até porque me daria abstinência. Mas penso, quais os usos que devemos fazer dessa substância, sabendo que ela deixa o ser humano mais vulnerável para sentir fortes emoções e volátil para queimar características que, deveriam ser queimadas, ou não, não deveriam, e acidentalmente, por prazer, desculturizariam em partes alguns aspectos individuais.
Obviamente, não evoco esse tipo de pensamentos quando estou bebendo com meus amigos.. acredito que é um papo bem desadequado para o ambiente de celebração a base de álcool. Mas aí é uma questão de habilidade social tanto na transmissão quando no recebimento, pois saber ouvir a importância de estabelecer esse dialogo torna-se algo importante nesse momento de crescimento do capital interno brasileiro.
“Quando nascemos fomos programados a receber o que vocês nos ensinaram como os enlatados...
...não é assim que tem que ser
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês” [1]
E viva o cara que escreveu isso e a conjuntura que divulgou pelo país.
Será que a morte vale a pena quando há almas tão pequenas?
Alcool pega fogo a 25 graus Celsius... Será que é por isso que queimaram a cultura indígena e as que se preservam encontram-se totalmente afastadas sem compartilhar conhecimento comigo, um homem branco de 25 anos que nunca desejou nem faria mal a um índio. Mas é fato que os inocentes não tem poder nenhum na pátria Brasil.

Tantas irregularidades, que acho que nem eu saio a salvo dessa, hora ou outra alguém pode usar meu nome.. e eu inocente, não conseguirei limpar.. Por tal falha legislativa não temos penas adequadas aos crimes, apenas combatemos fatos diários. Mas isso é papo pra outros tempos. Ainda não entendi a diferença de fumar um baseado e tomar uma cerveja. E também não entendi por que viciados em crack e cocaína e assaltantes e assassinos são popularmente chamados de maconheiros.
Isso já foi dito, redito, escrito mais de mil vezes e ninguém para e pensa nos interesses econômicos da produção e uso de drogas. Abaixo segue uma tentativa de listar as drogas que ouço falar no dia a dia. Saiu mais ou menos assim.
Produtos industrializados que contém produtos feitos em laboratórios, adubos de origem não orgânica, remédios sintéticos utilizados para tratamentos médicos; as comumente conhecidas: cocaína, crack, heroína, álcool, cigarros; gasolina e outros combustíveis nocivos;
Minha invalidez crítica motivou listar aqui as armas utilizadas em assaltos, e armas de guerras. E mais loucamente, as atitudes nocivas a vida que são emitidas no cotidiano.
Vai aí um abraço para as próximas vítimas de acidente no trânsito!


[1] Renato russo

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Domingo é pois é

Pois é, hoje é domingo pé de chinelo
Nocautearam o aprendiz de feitiçaria (semana passada)
Pra dar bom exemplo pros egípcios (que arrumam ruas da praça quebrada)
E pras crianças que adoram o “primeiro round” (e não sabem de nada)

Um pãozinho no café da manhã, acompanhado de um bom café
Pra só depois pensar no que o mundo preparou pra observar...
...
Queijo fresco, em São Paulo, é muito caro,
Bom mineiro só num passa vontade agora porque foi visitar a família no Natal.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

soho´s place

Sexta feira, 11 de fevereiro de 2011. 11:52
O fato é que:
Vi um mendigo pedindo sorvete em frente ao mc donalds (só sorvete) para cidadãos que passavam indo e voltando do trabalho dentro e fora de seus horários de almoço. Além desses passavam aposentados, desempregados, estudantes, crianças e cachorros. Pombos são espertos demais para ouvirem os humanos. Ainda mais na rua Maria Antonia.
Outro dia um mendigo roubou meu guarda-chuva enquanto eu jogava pinball em um fliperama.
Alguns mendigos da cidade acordam com o café da manhã ao lado do rosto, deixado por cidadãos que passam indo para o trabalho.

Alguns acordam tarde.

Alguns nunca acordam.
Alguns que são ajudados mendigam por usar drogas como crack e álcool, porém possuem casa e família. Algumas famílias almejam que eles se enquadrem na sociedade e tenham o costume de trabalhar e usar de habilidades sociais mínimas do ponto de vista de não mendigos.
Mendigos pegam dinheiro do chão enquanto pessoas choram jogadas no chão.
Muitos se preocupam só com si. Muitos não se preocupam. Muitos São só pra si.
A questão é..
Ser pra quem? ... Pra alguém? Ou alguns? se é que isso se É.

... sou livre melodia...

Alguns pedem sorvete, outros guardam trapos, mas nunca aceitaram meu retrato.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Protestem

Protestem
E protestem muito
Pena que eu moro no país do ano sentado.

Sentamos e confortáveis não queremos levantar vivendo dia após grito citados no mesmo lugar, colunas sociais espalhadas pelos jornais atormentados pelo cidadão que estava sentado pelo chão, pois já não tinha aonde ficar.
Sorrir até sorria, mas não podia mentir.
Alguma força ilumina os bandidos políticos, aquela que os mantém por lá. Evil capilares, espécie sob a cabeça, não tem mais anéis adourados, só tem um chapéu detiqueta.
Os anjos hoje viram soldados fadados a vossa alta violência. E os chamados outros vivem desempregos enquanto o Brasil vai jogar peladas e milhões de granas nas telas de televisões fora do ar.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O que pensar do Egito?

E mais uma sexta feira chegou
Mais uma semana acabou
E a crise não só no Egito continua
Ditando desacatos pessoais

Salvem a escravidão de quem voltou da guerra, salve o que sobrou da terra, antes que os deuses voltem e se revoltem. Qual a cena roubada e que livro acabo de ler?
Mais uma semana acabou e o ditador se recusa a sair. O que me leva a pensar em quantos outros ditados ainda hão por aí. Falha em cadeia sistêmica, e será que ninguém mais vê? Quantos olhos tem a boca ou só serve pra falar? Abre e fecha os olhos que é pro show continuar...
Será que ninguém vê que o que se passa na TV é questão de relevância. Quase tudo que a sociedade faz está sendo ditado. Vide uma amiga, “As formas são aceitas e ditadas pelas próprias pessoas, muitas vezes sem questionamentos ou superstições.”
Ninguém vive por esperar a menos que não saiba viver.
04/02/2011

Ninguém sabe tudo

Insiste desiste assiste resiste
Quem disse que descanso descansa de verdade
Quem disse é quem assiste quem descansa na cidade

Sem ordem e sem sentir fácil imaginação
Achar até encontrar
Procurar até dizer chega

Defender um lado ou outro sempre fará mal pra um lado não pensado
Afinal, o que pode e o que não pode ser tratado?
Tem faixa de idade, sexo, grau, compreensão,
 Quem são vocês ou quem vocês são?

Se vende poesias não se esqueça da verdade,
Pois mais fácil trair uma alma pura que um coração de vaidade.

Se me enganas na esquina quem sabe uma vida solta e louca pode me levar
Se te engana sobre a vida, quem sabe ainda a vida te leve em breve pra onde é seu lugar.

Desejo vento pra voar, água pra nadar
Terra pra andar e fogo que arde sem parar.