E aqui nós vamos, em cidades de pessoas que não vão.
Gaivotas nunca chegam as nove em musicas de dois acordes
Lembranças grisalhas e novas vontades
E todas horas que tu me diz não.
Luzes correm em toda direção
Noite após noite
Sem lutas, mudando de cor
Você salvou o mundo e disse ser a melhor
Reze quando chegar ao céu
Não se lembre de hoje
Sem corpos
Sem caso sem roupa e paixão
Não quer lembrar do seu jeito
Os anjos não cantarolaram
Estrelas em solos tocaram
Sons ocultos no peito
E lá corações descansavam
Sem forma loucura ou miragem
Amigos que não desumanos
Helenas de tão intocadas
Liberdade a coisas paradas
Que ocupam muitos espaços
Sem caminho entre os passos
Pacatos cidades boiadas
Passando por onde caminham
Todo dia com pressa
Por tantos aceleram
Que acho que não interessam
Em cima da cama um véu
Louco, sem gato e sapato
Fogo e fumaça. No mato
Pessoas que fogem vão pro céu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário